Minas na ciência

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Fonte: http://www.scientificamerican.com/article/diversity-in-science-where-are-the-data/

Sim, nós ainda somos sub-representadas na ciência em âmbito mundial. Interessante que a diferença entre a proporção de mulheres e homens na ciência na América Latina não é tão grande (12%), quanto na América do Norte (36%). Essa diferença passa a ser imensa e sobe para 60% nos países asiáticos, onde somente 20% dos cientistas são mulheres. De acordos com dados de países britânicos, os homens recebem um maior salário por terem mais oportunidades de alcançarem os cargos mais altos.

Esse cenário também é visualizado no Brasil. Dados referentes a 2002, indicam uma menor proporção de bolsas de produtividade do CNPq concedidos para mulheres. Muito provavelmente esse número aumentou, porém não há estudos mais recentes. A cultura patriarcal também está associada com o número baixíssimo (15%) de mulheres na Academia Brasileira de Ciências. Isso reflete em uma menor probabilidade de ascensão profissional e reconhecimento como pesquisadores líderes.

Mulheres na Ciencia 2015- Loreal Palacio Guanabara- RJ Foto- Aline Massuca
Mulheres na Ciencia 2015- L’Oréal Palacio Guanabara- RJ Foto- Aline Massuca

Como a ciência precisa de mulheres, iniciativas como L’Oréal-UNESCO For Women in Science agraciam no Brasil as mulheres de destaque na ciência. As vencedoras desse ano receberam o prêmio durante cerimônia realizada no dia 22 de outubro. Os valores dos prêmios são 20 mil dólares. Mulherada, Parabéns! Para o alto e avante!


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Isabelle Tancioni

Sou veterinária, cientista, hipster, Tiki, nerd, geek. Gosto de comics, música, cartoons, animais, plantas.