Working Girl (2015)

Em uma grande empresa havia uma secretária de uma gerente bem sucedida. Certa vez, essa secretária estava dentro da sala de sua chefe enquanto esta discutia um problema e a secretária sugere uma ótima solução. Sua chefe então usa a ideia dada pela secretária para apresentar para seu chefe e tentar uma promoção. Ao perceber que sua ideia foi roubada, a secretária busca uma oportunidade para revidar, e em um momento encontra a chance de se passar por sua chefe para o grande executivo que iria promovê-la para conseguir sua “vingança” e ser reconhecida por sua ideia.

Isso seria algo totalmente de acontecer em nossa vida de mulheres trabalhadoras, certo? Você conhece alguma história parecida ou você conhece essa história mesmo porque é o enredo do filme Working Girl (Uma Secretária do Futuro), de 1988 com Melanie Griffith, Harrison Ford e Sigourney Weaver.

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Como vocês podem ver, o título do filme é o título desta coluna no site que vai tratar sobre carreira. Sim, nós, mulherada no trabalho, o que fazer, pra onde ir, o que desejar. Por isso é Working Girl, só que atualizado pois vivemos num momento de empoderamento, de uma nova onda do movimento feminista e um momento único na história onde mulheres em número são mais capacitadas, estudadas e preparadas que os homens.

Ou seja, estamos no momento onde temos plena capacidade de extinguir 2 coisas absurdas que acontecem no filme e na vida como:

# Não estamos num ambiente de trabalho querendo puxa tapete uma da outra

Se tem algum lugar onde o mito que muheres são sempre inimigas é no ambiente de trabalho. Crescemos ouvindo que devemos ser mais espertas que as colegas para conseguir reconhecimento primeiro, pois só existe uma vaga para “mulher de destaque”. E se você chegou nesse lugar, também é normal as demais mulheres (e homens) suspeitarem dos meios que você usou para conquistar seu cargo/aumento/reconhecimento/etc.

Estamos ouvindo muito a palavra empoderar. Empoderar uma mulher, duas mulheres. Empoderar não é apesar prepará-las para torná-las presidentes, empoderar começa nas pequenas atitudes como, usando o filme como exemplo, frente à uma boa ideia, levamos para a frente pessoa que teve essa ideia para apresentá-la. Simples, não? Dar voz, dentro e fora dos escritórios, lojas, restaurantes. Liderar pequenas mudanças no dia-a-dia é empoderar.

# Não somos invisíveis

Algo totalmente absurdo ocorre no filme: o fato da personagem da secretária se passar pela sua chefe perante à diretoria e eles não notarem! Homens não notaram a troca! Somos tão invisíveis assim que somos apenas um recurso a ser gerenciado? Sem forma, personalidade, talentos e ambições diferentes? Quando chefes e pares nos conseguem ver como uma profissional com objetivos e metas em nossa carreira sem a interveferência do esteriótipo de que “fundo ela quer um marido e filhos e cuidar deles”? Quantos conseguem nos reconhecem pelas nossas ambições?

Ah, claro faltou eu me apresentar. Sou Sylvia, e acabei de me tornar CEO de uma produta digital. Não tenho a carreira perfeita e busco inúmeras respostas sobre liderança, sobre gestão de equipe e o mais importante sobre como fazer cada um que passa pela minha empresa crescer. Por isso não vou ficar aqui nessa coluna ditando regras como se tivesse vivido de tudo porque não vivi. A idéia aqui é trazer pessoas para escrever sobre nossas dúvidas, trazer dicas legais para contribuir na nossa construção no trabalho.

Espero que curtam e sempre, sempre mandem suas dúvidas. Este espaço é para vocês.

 

Um beijo,

Sy


Os artigos aqui publicados são de total responsabilidade de suas autoras e editoras.

Sylvia Ferrari

Relações Públicas formada pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo com especializações em Branding e Gestão Estratégica de Negócios pela Fundação Getúlio Vargas. Escreve e fala sobre seriados intensamente aqui nos MinasNerd e em sua newsletter The S Files.