Silent Möbius – Cyberpunk e magia na dose certa!

Olá, pessoal!

Organizamos o ~Onna Gattai! GO!~ de uma forma bem dinâmica. Teremos um tema por matéria semanal e o desta é bem light, sem textão, e com uma recomendação bacana dentro do universo de anime e mangá.

Como mencionei antes em nosso post de introdução, eu gosto muito de animes estilo cyberpunk. E, exatamente por isso, a minha pauta de recomendações será dentro desse estilo e com uma pegada bem bacana para nós mulheres. Começando com: Silent Möbius!

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Plot

Na futurística Tokyo de 2026, monstros estranhos começam a atacar. Eles se denominam Lucifer Hawk, uma forma alienígena que se alimenta de carne humana. Para conter este problema, criou-se um setor especial da polícia chamado de AMP – Attacked Mystification Police (Polícia de Ataques Místicos, mais ou menos), formado apenas por mulheres.

Cada uma destas mulheres possui uma habilidade especial, seja baseada em magia ou tecnologia, e todas também estão ligadas de alguma forma com o aparecimento das tais criaturas assustadoras.

Personagens (Sem Spoilers)

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Katsumi LiqueurKatsumi morava no Havaí antes de se juntar à AMP. É a protagonista da série, filha de um poderosíssimo feiticeiro Gigelf Liqueur. Seu pai foi peça chave na abertura do portal que permitiu a entrada dos Lucifer Hawks ao mundo dos humanos. Depois de entrar para a AMP, se equipa com a espada Grospoliner, uma arma com mente e vontade própria. Durante suas missões, conhece Robert (Roy) e a partir daí começa um turbulento romance.

 

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Kiddy PhenilKiddy é uma australiana cabeça-quente e muito falante que resolve grande parte da situação com muitos socos. Gosta de competir com os homens da polícia e não leva desaforo para casa. A razão para entrar na AMP está diretamente ligada à sua condição física: seu corpo não é exatamente o que parece ser, apresentando uma força incrível. Aparentemente, a produção não se decidiu quanto à cor de seu cabelo, pois no mangá e nos filmes é verde, já no anime é vermelho. Eu prefiro vermelho 😉

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Nami YamigumoNami é japonesa e é a mais nova da linhagem de sacerdotes xintoístas Yagumo. É calma e tranquila e sua especialidade é magia, sobretudo selar os locais onde acontecem aparições de Lucifer Hawks. Possui uma adaga especial com poderes divinos como arma principal. Ela foi uma das primeiras integrantes da AMP.

 

 

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Rally CheyenneRally é a fundadora e líder da AMP, cheia de conhecimentos sobre os Lucifer Hawks e o outro mundo de onde vieram. Muito sobre seu passado e origem é um mistério, sabe-se apenas que sua família é o maior motivo de ter criado o setor para combater invasões.

Mana IsozakiMana é a comandante de operações e está diretamente elencada como a segunda em comando, após Rally. É fria, calculista e muito fechada quanto a seus motivos e sentimentos. Seu forte é estratégia, mas também é uma ótima combatente.

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Yuki SaikoYuki é a mais nova de todas as garotas da AMP e tratada com muito carinho por todas da equipe. Ela tem poderes psíquicos, como telepatia e a habilidade de fazer previsões e descobrir de onde virão ataques de Lucifer Hawks. Enquanto não está na AMP, ela trabalha em uma cafeteria e sempre leva um café e uma palavra amiga para suas colegas. Dentro da AMP, ela claramente admite que odeia violência e que não gosta de exercer sua carreira.

 

Lindo o engrish da abertura :~
Lindo o engrish da abertura :~

Lebia MaverickLebia é americana, neta de Stephan Maverick, dono da corporação Maverick. É uma ‘visionária’: possui biohacks que melhoram seus sentidos e que lhe permitem estar plenamente conectada em redes de computadores usando sua mente.  Ela é quem desenvolveu todas as armas da AMP e pilota a nave Simurgh. O interessante é que tem computadores com inteligência artificial chamados de Huey, Duey, Lewey e… Donald!

 

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Lum ChengLum é a última personagem a entrar na equipe. É chinesa, cheia de energia e acha que sabe tudo, o que causa certo constrangimento com as demais integrantes no início. Possui poderes elementais, porém ainda é jovem demais para controlá-los totalmente. Em combate normal, usa sua espada Jesso. Ela acaba indo para debaixo da asa de Katsumi, mas seu orgulho faz com que elas briguem o tempo todo.

 

 

Por que é legal?

Fonte: Crynchyroll
Katsumi arrasadora. Fonte: Crynchyroll

A série mostra mulheres fortes e resolvidas lutando para salvar o mundo, basicamente dizendo. As personagens são muito mais do que aparentam e todas possuem um passado importante que não descrevi para evitar spoilers. A interação entre elas não é forçada e todas tem um crescimento muito importante na trama dentro de seus campos pessoais, profissionais e interpessoais. É, até mesmo, bem empoderador ver todo o processo e trabalho em equipe realizado por elas. São personagens que tem seus objetivos, suas vontades e nenhuma delas é uma típica “Mary-Sue”, e por mais problemas e pães amassados pelo diabo que cada uma pode ter comido, elas tem muita personalidade para chegar até o final da história.

Se tem homens? Claro que tem. E isso claramente não impede de existirem romances envolvidos. E eles também não são “donzelos em perigo”, apesar de claramente serem menos poderosos que as mulheres. No entanto, isso não os impedem de executar seu trabalho e salvar o dia. Cada personagem conta no final.

Além de ter um cast muito interessante, a ambientação futurística conseguiu mesclar, com classe, magia e cyberpunk. Vale a pena conferir!

A Obra em si

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Silent Möbius começou com um mangá escrito por Kia Asamiya, em 1989, publicado mensalmente na revista Comic Dragon. Fãs de X-Men podem se sentir familiarizados com esse nome, pois ele desenhou alguns números e foi motivo de repercussão por conta de uniformes criados por ele… Mas deixamos isso para a coluna de Comics, sim? 😉

O mangá deu seus frutos com prequels e spin-offs. Em 94, saiu Möbius Klein, contando sobre a história do pai da protagonista da série original. Em 2003, saiu a série Silent Möbius Tales e em 2013 a Silent Möbius QD, esta contando a história 17 anos depois do final do mangá original. Ou seja, tem universo o suficiente pra ocupar um bom tempo de leitura!

A série recebeu dois filmes, um lançado no mesmo ano do mangá e outro logo após em 1992, ambos produzidos pela AIC. Nota-se que a AIC tem uma lista boa de animes com fundo cyberpunk. Em 1998, ganhou uma série animada com 26 episódios, produzida pela Radix Ace Entertainment.

Anime x Mangá

Manga em sua edição Udon Studios
Manga em sua edição pela Udon Studios

Apesar de terem um tema central, as duas mídias são muito diferentes entre si. A começar pelo fato de o anime ter sido feito com o mangá ainda incompleto. (Aliás, um grande e conhecido problema do autor que começa a escrever um título, só que aí vai fazer outra coisa… E só retorna quase uma década depois.) Portanto, há pontos chaves que mudam completamente de um para o outro, sem mencionar o final. Vale a pena ver o anime? Vale. Mas leia o mangá para ter um encerramento conciso

E, justamente por haver um hiato na produção, é notável a evolução de traço e direção do mangá. Comparar o primeiro e último volume é como comparar obras de diferentes autores, chega a ser chocante.

Outra coisa também que chama atenção é a quantidade de fanservice em cada um. No mangá, há muito fanservice nos primeiros volumes, típico da geração final dos anos 80. (O mesmo que se vê em Bubblegum Crisis clássico, Gal Force, etc.) Nada que eu diga ser periclitante ou degradante. No entanto, o anime tem uma pegada bem diferente, em que as cenas que aparece alguma coisa, realmente tem um motivo por trás. Seja este para destacar algum fato importante acontecido com o corpo de alguma integrante ou até para demonstrar sua sexualidade, o que não é algo que se vê todo dia.

Ou seja…

O mangá no momento só há como adquirir em inglês. O Udon Studios relançou os 4 primeiros volumes em um encadernado de luxo, com uma tradução decente e ordem de leitura seguindo a japonesa. Já os demais volumes foram traduzidos pela Viz mas tiveram suas páginas espelhadas. A boa notícia, de acordo com o twitter do próprio Kia Asamiya, é que em 24 de dezembro o mangá original terá um relançamento em formato digital no Japão, junto do lançamento do segundo (e possivelmente último) volume da série QD. Quem sabe um dia alguma editora traz ele para o Brasil? Ou até mesmo que tenhamos uma tradução oficial da versão digital?

Já o anime foi exibido pela extinta Locomotion, e hoje é possível comprar o box com a série e os filmes em sites como Amazon.

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Os artigos aqui publicados são de total responsabilidade de suas autoras e editoras.

Rach Asakawa

Amazona em treinamento na ilha de Themyscira, publicadora de abobrinhas do RachAsakawa.com e co-host do podcast Cast 42. Sempre ansiosa pelos próximos capítulos de Akame ga Kill! e Tamen de Gushi.