Os ruídos cáusticos do Anvil FX

Às vezes o público brasileiro costuma não dar a devida atenção para projetos nacionais e isso ouço sempre de amigos que têm projetos voltados à qualquer gênero musical.
Apenas parem o que estão fazendo e ouçam com atenção a banda Anvil FX. A influência de synth, minimal, new wave, pós-punk e industrial são evidentes no trabalho deles, com uma identidade que há tempos não ouvia no underground brasileiro.

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Foto: Albano Mendes

Paulo Beto, Juliana R. e Bibiana Graeff colocaram a galera para dançar e muito no último domingo. No famoso porão do Madame, o Anvil FX apresentou sua música dançante, minimalista e cheia de energia.
Juliana R. fez sua primeira apresentação como integrante da banda. Entrou mais ou menos na metade do show, séria e extremamente competente no que fazia.
Paulo Beto, mentor do projeto, trabalhou muito bem os sintetizadores, como sempre. PB é um daqueles caras visivelmente perfeccionistas, ao ouvir o trabalho que desenvolve, isso é perceptível.
Biba é daquelas mulheres fofas e doces quando conversamos mas que quando sobe no palco se transforma. Dona de uma performance maravilhosa, identidade e cheia de energia.
Não me estenderei muito nos comentários pois deixarei abaixo a apresentação da banda e seus respectivos integrantes. Todos tem uma bagagem musical vasta e anos de trabalho.

Minha dica é: ouçam, apoiem e assistam ao show. É uma vibe maravilhosa, uma energia incrível.

Há um documentário super bacana disponível no link:

Fotos do show do último domingo no Madame estão disponíveis no link:

https://www.facebook.com/media/set/?set=a.958229584254973.1073741950.245185605559378&type=3

Abaixo está o link para o álbum “Prova de Biologia” lançado no Brasil pela Noise Democracy Records e pela Daft Records (Bélgica). Minhas favoritas são “A vida de um poeta semi-analfabeto”, “Ding Dong” e “Na tabela”. Enjoy. 😉

http://anvilfx.bandcamp.com/

Facebook: https://www.facebook.com/anvilfx/?fref=ts

 
Anvil FX

Misture ruídos cáusticos, ritmos dançantes, letras minimalistas, atitude dadaísta, vocais inflamados, temas nonsense e synths analógicos… Inspirações absorvidas da New Wave / Minimal Synth / Post Punk de vários países como Brasil (Agentss, As Mercenárias, Divergência Socialista), Alemanha (D.A.F. Palais Schaumburg, Der Plan), EUA (Suicide,Xex, Crash Course in Science) Espanha (Esplendor Geométrico, Vocoder, Todotodo) França (Kas Product, Taxi Girl, Deux), e da cena Industrial Européia dos anos 80 e 90. O ANVIL FX de hoje tem nos vocais a a multi-instrumentista e cantora Biba Graeff (ex-Jupiter Apple, Space Rave, Plato Dvorak entre outras), acompanhada pela fábrica de insanidade de Paulo Beto. Produtor de música eletrônica desde 1989, hoje é um entusiasta da produção musical feita com sintetizadores analógicos modernos e clássicos.Após ter dialogado por vários estilos musicais diferentes, Paulo hoje volta às suas origens eletrônicas industriais. No passado foi integrante fundador da banda Silverblood.
Links:
– Daft Records, selo que laça o álbum Prova de Biologia, Anvil Fx (2015):
http://users.telenet.be/divens/daft/
– Resenha sobre o álbum no Skylab Music Magazine:
http://www.skylabmusicmagazine.com/#!Anvil-FX-Prova-de-Biologia-Daft-Records-Noise-Democracy-RecordsBEL-BRA2015/cmbz/55e2096c0cf2c1d1fd63e30c

 
Paulo Beto (PB)

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Foto: Albano Mendes

Músico, compositor e produtor de música eletrônica desde 1989. Mentor do projeto Anvil FX que trabalha com sintetizadores analógicos, digitais e sampler em parceria com a vocalista, instrumentista e performer Bibiana Graeff.
Em 2015 o álbum “Prova de Biologia” de Anvil Fx foi lançado em setembro pelos selos Noise Democracy Records do Rio de Janeiro e o Daft Records da Bélgica. A nova formação já tem vários shows em seu currículo que incluem a Virada Cultural de 2015, SP na Rua no palco da Laço, Laço na Casa das Caldeiras, Festival “A Base”, Puxadinho, Casa da Luz, Espaço Lâmina e vários outros.
Paulo Beto desenvolve um trabalho de criação e performance ao vivo para trilhas sonoras de filmes mudos desde 1997, quando apresentou sozinha trilhas para os filmes: “Metrópolis”, de Fritz Lang (1921), apresentado no cine Usina em Belo Horizonte; “A Morte Cansada” (Der Müde Tod), de Fritz Lang (1921), apresentado na sala Sony MIS de São Paulo; “O Gabinete do Dr. Caligari”(Das Cabinet des Dr. Caligri), de Robert Wiene (1920), apresentado no Instituto Göethe de São Paulo. Depois disso, Paulo Beto fundou o grupo Frame Circus, em parceria com o músico Tatá Aeroplano e Maurício Fleury, e apresentaram diversos roteiros de curtas e longas metragens mudos do início do século XX em muitas unidades do SESC São Paulo. Atualmente, essa atividade de trilha para filmes mudos começa a ser desenvolvida com Bibiana Graeff, sob a alcunha de Anvil Fx. Em setembro de 2015, apresentaram trilha para o filme Raskolnikov, de Robert Wiene, no Festival Artes Vertentes em Minhas Gerais (MG).
Paulo Beto trabalhou no estúdio de animação e design Lobo, onde produziu sound-design para comerciais, abertura de programas de televisão, vinhetas para canais a cabo, sites na internet, clips e projetos especiais para o mundo todo. Já trabalhou para clientes como Toyota (austrália), Diesel (worldwide), ADOBE (E.U.A.), SONY ERICSON (Alemanha), AXN (inglaterra), Anime (E.U.A.), Panasonic (Inglaterra) entre outros. Atualmente trabalha com sua produtora própria, a ANVIL FX MUSIC AND SOUND DESIGN, em parceria com a produtora TIMBRE produzindo trilhas para comerciais e cinema.
Possui 6 Cds, 2 LPs e um Cassete, lançados com musicas próprias e várias participações em coletâneas no Brasil, Itália, França, Alemanha, Espanha, Estados Unidos e Japão.
Dividiu o palco com várias atrações internacionais como:
Swamp Terrorists, Atari Teenage Riot, Ed Rush, Flanger, Nicola Conte, Amon Tobin, Stereolab e participou de uma improvisação livre com o vocalista Damo Suzuki (ex-CAN). Já se apresentou em Nova York, Barcelona, Monterrey, Buenos Aires, Paris e Berlin. Produziu remixes e tem parcerias com: Otto, Trio Mocotó, Pat C, Andrea Marquee, Zé do Caixão, Brazilian Ghengis Khan, Rica Amabis, Antonio Pinto (cidade de deus remixes), Le Hamond Inferno, Peter Thomas, Flu e Mawaca, entre vários outros.
Foi co-produtor e músico no evento “Tributo à Rogério Duprat – experiências tropicais” realizado em abril 2003 na choperia do sesc pompéia, com participações de Ruriá Duprat e Arnaldo Dias Baptista (Mutantes).
Tocou ao vivo no último Festival da Globo acompanhando Walter Franco.
Desenvolve seu novo projeto Zeroum com o artista brasileiro Tatá Aeroplano que explora ritmos e temas ligados ao transe eletrônico, a psicodelia com pitadas de Krautrock.
Apresentou-se em São Paulo em 2008 pela segunda vez acompanhando o vocalista Japonês/Alemão DAMO SUZUKI, que nos anos 70 ficou famoso por trabalhar com o famoso grupo Alemão chamado CAN.
Compôs a trilha sonora do longa metragem RIOCORRENTE de Paulo Sacramento.
Apresentou-se ao vivo na Virada Cultural de 2014 como integrante da banda PLUS INSTRUMENTS ao lado da Holandesa radicada nos EUA, Truus De Groot e de James Sclavunos, atual baterista de Nick Cave e importante figura da cena NO WAVE de NYC do final dos 70 e início de 80.
Gravou, e co-produziu o novo album do projeto da Holandesa radicada nos EUA. Truus De Groot, o PLUS INSTRUMENTS em 2014 em São Paulo. O disco também conta com a participação do baterista James Sclavunos (The Cramps, Teenage Jesus and Jerks e atual baterista do Nick Cave and Bad Seeds).

 
Biba Graeff

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Foto: Albano Mendes

Pesquisadora e professora da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo, Bibiana Graeff (Biba) também tem um histórico de atuação e produção artística em música, teatro e poesia.
Atualmente canta e toca no projeto Anvil Fx (acima descrito). Produz música eletrônica no projeto Xique-Xique, em parceria com o produtor francês radicado em São Paulo Dunwich (https://soundcloud.com/djdunwich). Tem um projeto de divulgação da música francesa através de discotecagem com a dupla Parisienne, tocando regularmente na Casa 92 (São Paulo) e em festas do Consulado da França em São Paulo. Produziu o Festival de Música Independente Décalage, em Porto Alegre, no âmbito do Ano da França no Brasil (2009). De 2004 a 2008 produziu a festa Non Sons, de divulgação do rock brasileiro em Paris, discotecando em diversos locais como Batofar, Le Truskel, Plastic, L’OPA. Em 1999, ganhou um concurso promovido pela Embaixada da França no Brasil para tocar no festival Francofolies La Rochelle, em La Rochelle (França).
Ainda na música, teve sua composição “O Pavê da Angelita” como semifinalista do Festival de Música de Porto Alegre de 2001. No mesmo ano, tocou teclados na final do festival defendendo outra música de uma de suas bandas na época, a Universo Colorido (com Marcelo Fruet e outros). Tocou na banda Space Rave de 1999 a 2002, gravando diversos discos, clipes e um DVD (“Juventude enlouquecida”, dirigido por Muriel Paraboni), contemplado pelo Fumproarte. Gravou teclados e acordeão em dois discos com Jupiter Apple/Maça, “Hisscivilization” e “Uma tarde na fruteira”, lançado pelo selo espanhol Elefant Records. Tocou e gravou com Plato Divorak.
No Teatro, estudou com Olga Reverbel, Zé Adão Barbosa, Daniela Carmona, Cecil Thiré (entre outros), tendo se formado na primeira turma do Teatro Escola de Porto Alegre (TEPA) em 1996. Atuou na peça Oração, de Fernando Arrabal, dirigida por Túlio Quevedo e apresentada na Feira do Livro de Porto Alegre no ano em que o dramaturgo espanhol esteve na Feira. Atuou nas peças Vereda da Salvação, de Jorge Andrade, dirigida por Sérgio Etchichury e Roberto Oliveira, e Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna, dirigida por Roberto Oliviera, ambas no Depósito de Teatro. Esta última peça recebeu diversos prêmios Açorianos, inclusive de melhor trilha sonora.
Foi contemplada no Concurso “Poemas nos ônibus”, da Prefeitura Municipal de Porto Alegre, no ano de 2000-2001. Participou de diversos Saraus e apresentações recitando poemas, especialmente na companhia do poeta Luiz Coronel.

 

Juliana R.

Foto: Albano Mendes
Foto: Albano Mendes

Cantora, compositora e teve seu primeiro disco lançado pela YB no final de 2010. Fez parte como backing vocal do DVD “Edgard Scandurra , Amigos Invisíveis – 20 anos” e homenageou a cantora e instrumentista Rosinha de Valença no programa “Cantoras do Brasil”, do Canal Brasil. Fez parte dos grupos “Submarinos”, do guitarrista e produtor Junior Boca, “Tarântulas & Tarantinos, homenagem do VJ Luiz Thunderbird ao cineasta Quentin Tarantino, “Les Provocateurs”, projeto do guitarrista Edgard Scandurra que homenageia Serge Gainsbourg e Firefriend. Canções de sua autoria fizeram parte do seriado “FDP” do canal HBO e da campanha mundial do Windows 8.
No teatro, participou colaborou com a trilha sonora do espetáculo “Fortes Batidas”, peça dirigida por Pedro Granato com temporada no Centro Cultural Vergueiro, compôs com Rafael Zenorini canções para a peça infantil “O Poetinha e a Lua”, idealizada pelo grupo “Estação Teatro”, criou trilha e sonoplastia para a peça “O Quarto Ausente” com apresentações na ELT – Escola Livre de Teatro de Santo André, para a leitura do texto “Os Olhos de Jocasta”, na SP – Escola de Teatro, e para a peça “Manual: Insaciável / Mórbida” no Teatro Célia Helena, ambas com dramaturgia e direção de Heloísa Cardoso. Faz parte do grupo “Ao Casarão” que teve a peça “Rituais Reversos” em cartaz no Ateliê Compartilhado – Casa Amarela.
clipping: http://julianarclipping.hotglue.me/
Bandcamp: https://julianar.bandcamp.com/
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