Dead Can Dance: 35 anos de fusão mitológica, mística e tribal

Sabe aquela música que traz ares místicos, mitológicos, sede de pesquisa e uma profunda reflexão? Então esqueça uma música, pense apenas em Dead Can Dance.

Formado em 1981, Dead Can Dance é um projeto composto por Lisa Gerrard e Brendan Perry. Com uma linhagem atemporal, construíram uma identidade musical repleta de sabedoria, referências mitológicas, místicas e tribais.

Foto: Jay Brooks
Foto: Jay Brooks

Raramente comento sobre a história e a discografia das bandas. Meu intuito é sempre chamar a atenção de quem não conhece o trabalho do artista citado, de forma que a música toque a pessoa como me toca. Neste caso seria uma afronta não mencionar “Aion”, “Into The Labyrinth” e “Anastasis” como meus álbuns favoritos. Os outros estão em segundo lugar na lista *rs*.
É extremamente complexo e profundo escrever sobre o Dead Can Dance, pois trata-se de algo que não tenho propriedade para definir. Impossível traduzir em palavras a intensidade de cada canção composta por eles.
Costumo dizer que eles compõem aquela música que jamais deve ser rotulada ou classificada em algum gênero. O trabalho proposto por Lisa Gerrard e Brendan Perry deve ser apenas considerado sublime, uma conexão com nosso interior, ancestrais, com o passado, o presente, o futuro ou com aquilo lhe couber.
Sim, é uma das bandas da minha vida. Carrego o logo tatuado junto à música Amnesia, que considero uma verdadeira oração à Mnemosine, titânide (uma das seis filhas de Gaia e Urano). Com Zeus, Mnemosine gerou nove Deusas. Na mitologia grega, era a Deusa da memória, uma das mais poderosas. Este é apenas um pequeno exemplo das referências de composição.
Eles cantam o amor, a escuridão, a mitologia, a tribo, o misticismo, a morte, a vida. Que sua obra seja sempre lembrada, sentida com aquela intensidade que transcende a alma e transborda através dos nossos olhos.

Obrigada Dead Can Dance!

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Ambos possuem belíssimos projetos solo e participações especiais, mas deixarei esses comentários e indicações para uma próxima oportunidade. 😉

**Dedico esse texto à minha sis Cassia Larrubia. Semana passada ela apresentou uma belíssima coreografia em homenagem à Deusa Persephone que encheu meus olhos de lágrimas e me inspirou à escrever essa opinião mais do que pessoal. ***


Na próxima sexta-feira acontecerá um especial em homenagem aos 35 anos do Dead Can Dance no Madame. Mais informações no link: https://www.facebook.com/events/1199152706769988/

Spotify: https://play.spotify.com/artist/6sq7prp0tj9Abn89khmfja

Listei algumas músicas por álbum e em ordem cronológica.

Desligue-se do mundo, apague as luzes e deixe-se levar .Enjoy. 😉

Álbum: Dead Can Dance

Álbum: Spleen And Ideal

Álbum: Within The Realm Of A Dying Sun

Álbum: The Serpent’s Egg

Álbum: Aion

Álbum: A Passage In Time (Coletânea)

Álbum: Into The Labyrinth

Álbum: Toward The Within

Álbum: Spiritchaser

Álbum: Anastasis


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