Mulheres protestam com arte contra a violência sexual

O horror aconteceu no Rio de Janeiro e no Piauí essa semana.

Na verdade, ele acontece  a cada 11 minutos no Brasil. Os crimes grotescos referenciados no início deste post apenas lembraram a todas nós que ainda temos um longo caminho a percorrer em matéria de direitos, política e cultura antes que as mulheres possam caminhar tranquilas pelas ruas desse país.

Diante disso, reunimos trabalhos de mulheres que usaram a arte como ferramenta para se levantar contra a violência. 

A seguir, o nosso grito por justiça.

"Por favor, me deixem falar". Esse desenho tem a ver com o silenciamento de todas as violências que sofri de todos os homens que passaram na minha vida. Nenhum deles passou sem me destruir, começando no meu pai, terminando no meu ex.
“Por favor, me deixem falar”. Esse desenho tem a ver com o silenciamento de todas as violências que sofri de todos os homens que passaram na minha vida. Nenhum deles passou sem me destruir, começando no meu pai, terminando no meu ex.

Artista:

Mei Martins

Página:

Melancolia Amarela

 

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Artista:

Lara Coutinho Pires

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Artista:

Bruna Morgan

Página:

Universo em Bolha de Tinta

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Artista:

J Kianne

Eu procuro sempre retratar as histórias de maneira positiva, porque o objetivo desta série é encorajar mulheres a denunciar e superar a discriminação diária. No entanto, nem toda história real tem um final feliz, e esta não seria uma série sobre histórias reais se tivesse.
Eu procuro sempre retratar as histórias de maneira positiva, porque o objetivo desta série é encorajar mulheres a denunciar e superar a discriminação diária. No entanto, nem toda história real tem um final feliz, e esta não seria uma série sobre histórias reais se tivesse.

Artista:

Laura Athayde

Página:

Boobie Trap

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Artista:

Ana Blue

Página:

Ana Blue Artwork

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Artista:

Thaís Schiavinoto

Página:

Tentáculos

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Artista:

Jay Pereira

Página:

Jayli Who?

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Artista:

Sahr

Página:

Sahr

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Artista:

Mari Godoi

Página:

Aquarien

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Artista:

Carol Rossetti

Página:

Carol Rossetti

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Artista:

Cora Ottoni

Página:

Cora Ottoni

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Artista:

Francielle Costa

Página:

La Mandarina

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Artista:

Katsumi Gushiken

Página:

Make Good Art

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Artista:

Renata Nolasco

Página:

Atóxico

Repostando esse aqui pra nos lembrar que, mesmo em tempos de horror e barbárie, jamais desistiremos de lutar por nossa liberdade. Jamais aceitaremos nos submeter ao comportamento adequado, porque o comportamento adequado não existe. Jamais aceitaremos diminuir nossas potências, porque sem isso nada somos. Jamais deixaremos de lutar, porque a luta é sempre contínua. Viveremos e seremos livres, e essa será nossa vitória.
Repostando esse aqui pra nos lembrar que, mesmo em tempos de horror e barbárie, jamais desistiremos de lutar por nossa liberdade. Jamais aceitaremos nos submeter ao comportamento adequado, porque o comportamento adequado não existe. Jamais aceitaremos diminuir nossas potências, porque sem isso nada somos. Jamais deixaremos de lutar, porque a luta é sempre contínua. Viveremos e seremos livres, e essa será nossa vitória.

Artista:

Luiza Tavares

Página:

Lepopp

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Artista:

Báia Agridulce

Página:

Agri Dulce

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Artista:

Paloma Barbosa

Página:

Partes

Sem título

Artista:

Mariana Sartori

Página:

instagram Mariana Sartori

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Artista:

Brendda Lima

Página:

Vanilla Tree

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Artista:

Lu Bastos

Página:

Lu Bastos

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Autora:

Azú Lima

Página:

Instagram Azú Lima

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Artista:

Luda Lima

Página:

Luda Lima

Artista:

Coletivo ZiNas

Página:

ZiNas

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Artista:

Raquel Vitorelo

Página:

Rvitorelo

O desconforto que um ato de tamanha violência tem causado é o que nos dá certa esperança de que as coisas têm chance de mudar.

Os que gritam que mulher “isso” ou “aquilo” merece ser estuprada são os que efetivamente cometem essa violência no dia a dia. E o silêncio e a conivência dos que não reagem também incomoda.

Os que dizem “eu não faço”, mas não recriminam o amigo que está cercando uma menina na balada ou que diz que vai embebedar alguém “pra ficar mais fácil”. São pais e mães que dizem que suas filhas de treze ou quatorze anos “sabem muito bem o que estão fazendo, porque mulher amadurece primeiro”. É o professor ou professora que diz que menino que bate em menina no recreio é porque gosta dela.

Daí acontece uma história horrível como essa e joga na nossa cara que isso acontece porque a gente, sociedade, deixa. 50,3% dos homicídios de mulheres são cometidos por parentes 70% dos estupros são sofridos por crianças menores de 13 anos Familiares e conhecidos são responsáveis por 79% dos estupros de crianças, 67% dos estupros de adolescentes e 65% de adultos.

É tudo muito perto. Não se ofenda se considerarmos qualquer um como estuprador em potencial. Estamos estatisticamente embasadas.

Texto escrito em colaboração com Roberta AR, co-editora da coluna HQ Arte do site Minas Nerds


Os artigos aqui publicados são de total responsabilidade de suas autoras e editoras.

Laura Athayde

Após terminar a pós graduação em Direito Tributário, em 2014, passou a dedicar-se à ilustração e ao quadrinho. Participou de diversas publicações coletivas, como o livro Desnamorados, Revista Farpa, Revista RISCA!, Antologia MÊS 2015 e Catálogo FIQ 2015. Lançou também HQs solo, algumas das quais podem ser lidas online em issuu.com/lauraathayde. Como se não bastasse fazer quadrinhos, resolveu escrever sobre eles na coluna HQ Arte do MinasNerds.