Primavera Sound ( Porto ) – Parte 2

O Sábado – dia dos fortes

Minha ideia era começar com a banda portuguesa Linda Martini e ver a baixista Cláudia representando as minas. Acabei me empolgando demais no passeio no rio Douro – lindo demais – me passei no almoço na Marisqueria em Matosinhos ( frutos do mar eu amo vocês ) e puxa, rolou uma soneca pesada e me atrasei (ah, estou de férias!), Deixo aqui o site da banda então: Linda Martini.

Dia lindo de sol e começamos o dia com Algiers. Eu fiz a trapalhada de confundir com uma das minhas bandas preferidas ( Alcest ) – coloquei então no meu excelzinho de prioridades. E não é que descobri uma bandaça? Dancei de olhos esbugalhados para não perder nenhum detalhe. Deixo aqui umas fotinhos (as do Fabiano Morais – várias aqui no meu humilde post – ficaram melhores que as minhas porque eu esqueço mesmo de tirar fotos, coisa da idade) – roubamos aí um pouco da alma dos rapazes, espero que sim, estou nessa pegada Penny Dreadful esses dias. A banda foi formada em Londres mas é de Atlanta e além do som com um lance experimental soul pós punk eles fazem um belo discurso político social que tem feito falta nas músicas contemporâneas, vou te falar.

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Depois do showzaço e pancada no peito, fomos ver Chairlift. Lá o look estava mais para The Knick. A Caroline canta, escreve as letras, programa a bateria eletrônica, o sintetizador, aquele trequinho preto amarrado no cotovelo dela… pois é, parecia uma bateria da duracell. Vou dizer que amei a trança com um pedaço dourado de fita, nem sou de reparar em cabelos mas achei gracinha ( Hebe feelings). Bastante barulho e gritinhos naquele palcão. Mas as guitarras me chamavam em outro palco e tive que ir…

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O Autolux, de Los Angeles, me chamou e eu atendi. Não foi a toa que a baterista me chamou a atenção mais que os outros. Porque será?

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Sendo quem sou, estando onde estava… a fome me chamou e a natureza minha mãe é quem manda mais em mim. Fui comer um sanduichinho de leitoa e tomar uma cidra de maça. Afinal, saco vazio não para em pé e se eu trabalho é para isso. Dei uma olhada na feirinha também e juro que me interessei mesmo pelas barraquinhas de comida já que estou perdendo todas as festas juninas. Tem pastel de nata (o que a gente chama de pastel de belém), bifana, muitas ogrices maravilhosas e o mais legal é que tudo tem o mesmo preço da comida de rua. Não essa babaquice fuleira que rola nos shows que a gente vê em casa, aqui nesse festival se na padaria o sanduíche custa 2 euros no festival custa 2 euros e por aí vai. Vou ficar com saudade.

As 21h25 teve o Car Seat Headrest, muita gente apostou grande nessa banda. Eu ouvi de longe e achei bacana mas precisava fazer a digestão. De longe parecia um Weezer ligado no 220v. Ah, de longe também teve Battles que eu acho sensacional e o som estava perfeito, redondão, alto do jeito que deve ser (em geral, todo o som do festival estava dez). Depois de comer bem tudo fica lindo, né? Eu fiquei vendo o Air de longe, estava tocando o Moon Safari inteiro, a noite estava maravilhosa, aquele lugar bonito, gente simpática, festival organizado, banheiros limpos com papel. Era realidade!!!!

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Air bem de longe

Opa, saltei a cronologia. Cheguei no meio do Air porque vi inteirinho o show do Drive like Jehu. Esses eu tinha que ver, não consegui escapar. São da leva do Fugazi, do meu amado post hardcore e pararam de tocar e nunca achei que fosse ver na vida. Na verdade conhecia duas música dos caras e pá. me hipopotizaram. Tcharam. Pá, isso aí, morta. Porque é isso aí que eu gosto. Me surpreenda.

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Desculpa, sou uma pessoa pontual mas sou ruim de memória mas para informações mais precisas você pode consultar a wikipedia e o site do festival, aqui vem tudo do coração e de feeling, hehehe)

Não vi o Titus Andronicus porque já tinha visto antes, não vi o Explosions in the Sky porque precisava sentar (pena porque queria mesmo) mas estava economizando forças para fechar com chave de ouro e com toda energia que restava em mim (a leitoa ajudou) para ver Ty Segal and The Muggers. Em casa vi no Streaming do Primavera Sound de Barcelona (que foi uma semana antes) e fiquei ansiosérrima para ver ao vivo. Ainda bem que ele não colocou a máscara de bebê e não chamou ninguém para subir no palco ( Gabi!). E no final, o belezo fez um cover monstruoso de L.A. woman do Doors que não é para qualquer um, sério, cover do Doors ou você faz bem ou parece banda da 5a B.

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Conclusão: o Primavera Sound do Porto vale muito muito a pena. É um pouco mais geladinho que o de Barcelona e infelizmente tem menos palcos e bandas. A parte boa é que tem menos gente – o de Barcelona cresceu demais e ficou muito massificado ( tem um monte de pirralho vomitando ). O do Porto é muito friendly, pacífico e tranquilo, Organizadinho, preços de comida e bebidas justos, banheiros limpos (da entrada), muito lugar para sentar, muito verde, transporte fácil, dá para ver os shows de pertinho sem ser esmagado, dá para ir sozinha numa boa. Que fique claro que eu amo os dois – o de BCN e o do Porto! <3


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Raquel Gariani

Ogra feliz <3