Escape time: fomos, vimos e vencemos – e contamos para vocês tudo sobre escape games

Se você gosta de um bom puzzle, de investigações cheias de pistas a serem relacionadas enigmas para decifrar, provavelmente vai curtir a proposta das salas dedicadas aos escape games, jogos cujo objetivo é desvendar o mistério de uma sala para escapar dela em menos de 60 minutos. Fomos convidadas pelo Escape Time a conhecer uma dessas salas, o Quarto 66, que te desafia a encontrar um tesouro templário em um velho quarto de hotel.

Fomos em 8 pessoas: as editoras Gabriela Franco, Gabriela Colicigno, Sarah Helena, Silvia RC Almeida, Marcela Tang, Kelly Cristina Nascimento, eu Beatriz Blanco e a Valentina, filha de 8 anos de idade da Gabi Franco. As salas do Escape Time suportam até 10 pessoas no jogo e crianças abaixo de 12 anos são permitidas, acompanhadas de adultos responsáveis.

Antes de entrar na sala, todos da equipe recebem instruções de segurança bem detalhadas dos monitores. Uma saída de emergência fica bem visível e é possível se comunicar com a equipe do escape via rádio o tempo todo, o que torna toda a experiência bem tranquila e ameniza a ansiedade de estar trancada. A sensação é a mesma de estar num quarto fechado, e o jogo não depende de que todos entrem nos espaços mais apertados para resolver os enigmas. Claro que, em caso de claustrofobia e ansiedade, cada um sabe seus limites e não recomendo jogar se não se sentir confortável com a ideia, mas é legal notar que todos os detalhes são cuidados para que os jogadores fiquem relaxados e seguros o tempo todo.

MinasNerds no Escape Time
MinasNerds no Escape Time

Como estávamos com a Valentina, foi legal ver como uma criança reage ao jogo. Ela participou bastante e foi crucial em vários enigmas, achando tudo muito divertido. Em um determinado momento ela pediu para não entrar em um espaço mais escuro, por ter medo, e como foi respeitada, tudo correu bem. É plenamente possível ir com uma criança em um escape game, é só deixar bem claro que tudo é brincadeira e não tentar forçá-la a participar de etapas que ela não queira. Ou seja, basta ter bom senso, checar se o tema da sala não assusta a criança ou é inapropriado (algumas envolvem elementos de terror, como zumbis) e estar com ela durante a atividade.

Durante o jogo é essencial dividir tarefas, porque uma hora passa muito rápido dentro da sala. O Quarto 66 conta com muitos cofres e deixar a equipe toda concentrada em cada um deles pode fazer perder muito tempo: mesmo nos dividindo entre as tarefas, saímos faltando exatos 32 segundos para o final do nosso prazo.

Sentimos um pouco de falta de história e de lógica nos desafios porque pegamos uma sala de moderada a difícil logo de cara e tivemos que correr bastante, mas a experiência foi super divertida e rendeu boas risadas. Como muitas participantes são rpgistas de longa data, portanto versadas na arte de negociar as regras e improvisar com o que dá, rolou até uns life hacks (carinhosamente conhecidos como gambiarras). Um momento particularmente hilário resultou em um rolo de papel higiênico desenrolado no chão.

Não podemos revelar muito para não dar spoiler para vocês, mas recomendamos a experiência para seu grupo de amigas. O Escape Time fica na Av. Nova Independência, nº 1056, no bairro Brooklin, em São Paulo. De segunda à sexta o preço para jogar é R$ 69 por pessoa, e aos sábados, domingos e feriados é R$ 79 por pessoa, e as salas funcionam de segunda à domingo das 14h às 22h.


Os artigos aqui publicados são de total responsabilidade de suas autoras e editoras.

Beatriz Blanco

Designer, professora, gamer e pesquisadora. Fã da franquia The Legend of Zelda, histórias de terror, aliens e kaijus. Acorda e dorme online.