Conheça NANA e encha sua vida de punk rock e amor

Oi pessoal, hoje vamos trazer mais séries que não são novas mas agora são o assunto do momento! A polêmica autora de Nana resolveu dar notícia de vida e isso é motivo de alegria/tristeza para muita gente. Vários sites já estão abordando sobre isso, portanto, hoje vou focar em apresentar a série para vocês. Afinal, coisa boa nunca fica velha!

– Não é um manga como tantos outros

Nana, escrito por Ai Yazawa, é um josei manga, um estilo diferente do shoujo já muito abordado aqui nessa coluna. Josei significa mulher, feminina, feminilidade. Logo, é um estilo focado no público feminino de late teens e jovens adultas. Mas funciona na verdade para todo um público feminino adulto. Nana é bem o que josei traz: romances realistas e/ou tristes (ÊNFASE mesmo nessa palavra), retratos da vida (o também já mencionado slice of life), até violência dentro de um relacionamento, bem diferente MESMO da temática de shoujo. O manga foi publicado de 2000 a 2009, onde parou por conta de um problema de saúde da autora. O material publicado rendeu 21 volumes em padrão tankobou..

– E sobre o que é esse manga?

A história se passa ao redor de duas mulheres chamadas Nana. Respectivamente Nana Osaki, uma cantora de punk rock e Nana Komatsu, uma garota sonhadora e apaixonada. Elas se conhecem dentro de um trem, quando ambas estão de mudança para Tokyo. A partir daí, a vida das duas se entrelaça, mesmo sendo duas mulheres de personalidades completamente distintas.

nana osaki

Nana Osaki

Mais conhecida na história apenas por Nana, era vocalista da banda Black Stones, junto de seu namorado Ren, então baixista. Eles moravam juntos desde que ela tinha 16 anos, mas se separam quando Ren recebe uma oferta para tocar guitarra na Trapnest, o grupo do momento em Tokyo. Nana decide não seguir o namorado e continuar sua carreira. Quando ela completa 20 anos, ela segue rumo a Tokyo para ingressar na estrada com sua banda.

Nana Komatsu

nana corte

Uma garota de coração mole, muitas apaixonites e pouca vontade própria. Ela é a típica garota do interior, sonhadora com o grande mundo cor-de-rosa lá fora, e decide se mudar para Tokyo para se juntar ao seu namorado um ano depois dele ter saído. Mais tarde, Nana Osaki dá a Nana Komatsu o apelido de Hachi, ao mesmo tempo por Hachi significar o numeral 8 em japonês, enquanto Nana significa 7, e também por ser um nome comum de cachorro (o equivalente ao nosso Totó), pois ela age como um filhotinho chorando sem saber o que fazer.

O plot

Contratempos vêm e vão, e as duas acabam por morar juntas em um apartamento de número 707 (falado em japonês: nana zero nana). Hachi descobre que seu namorado na verdade a traía e nem queria de fato que ela fosse para Tokyo, e Nana se encontra em frequentes encontros do destino com os membros da Trapnest, muito para o desgosto da própria. Um ar de rivalidade é criado entre Black Stones e Trapnest, principalmente na mídia e como Nana já nutria um sentimento ruim pela saída de Ren, as faíscas só aumentam.

Os relacionamentos entre os personagens vêm e vão, de amizades até romances, e o mais importante é a o laço das duas Nanas, que apesar de muitos problemas, segue inabalável. Seus passados de famílias e experiências diferentes criam uma ponte incrível entre elas, visto que Nana foi abandonada pela mãe e criada pela avó, passando por muitas dificuldades, e Hachi veio de uma grande família bem estável no interior do Japão. Nana tem um ar mais desafiador, porém, instável emocionalmente, enquanto Hachi assume uma posição mais protetora, se tornando o porto-seguro de Nana.

Agora vamos falar um pouco sobre as bandas!

– Black Stones

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Na ordem: Yasu, Hachi, Shin, Nana e Nobu

A formação é feita por Nana, Nobu, Shin e Yasu. Nobu é guitarrista e é literalmente o bonzinho que só se fode. Desculpe a linguagem, mas é que não tem uma maneira mais… honesta de falar sobre ele. Ele é fofo, otimista e passional, bem o tipo de pessoa que sempre viveu uma vida sem muitas dificuldades.

Shin, baixista, é um adolescente bem fora do padrão para sua idade. Ele tem as ações e falas mais maduras de toda a banda, se pararmos para pensar, e tem apenas 15 anos. Ele é natural da Suécia e tem um histórico familiar bem doloroso. Ele é um jogador de mahjong incrivelmente habilidoso e sempre derrota todo mundo da banda.

Yasu, o bateirista, é o responsável por toda a parte burocrática da banda. Acordos, contratos, negociações, tudo é ele. O nome Black Stones veio da marca de cigarros favorita dele, de mesmo nome. Ele faz o papel de irmão mais velho de todos, sempre protetor e cuidadoso. Apesar de sua aparência meio ‘delinquente’, com cabeça raspada e muitos brincos, ele é estudante de Direito, o que causa alguns momentos engraçados na série.

– Trapnest

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Na ordem: Takumi, Ren, Naoki e Reira

Ren, ex-baixista da Black Stones, atual guitarrista da Trapnest e ex-namorado/namorado/ex/namorado/ehm…. de Nana. Ele é fã de Sid Vicious, do Sex Pistols, e tem o colar com o cadeado igual, que foi presente de Nana. Ele é muito popular dentre os fãs e é uma pessoa um tanto egoísta quanto o relacionamento dele com Nana, ao ponto de ser até nocivo. Ele foi colega de orfanato de Yasu quando criança.

Reira é a cantora e compositora da banda. Ela é mestiça nipo-americana e seu nome na verdade é Layla, dado pela música de Eric Clapton. Ela é amiga de infância de Takumi, e os dois tem um laço muito forte também, no qual Takumi é muito protetor quanto a ela.

Takumi é o baixista e líder, garantindo a ele uma característica workaholic. Ele é bonitão e faz sucesso com as mulheres, e ele não tem escrúpulos em fazer uso disso, e acaba se aproximando de Hachi dessa forma, causando ainda mais desavenças entre as duas bandas.

Naoki, o baterista, é o mais perdido de todos. Nunca tem idéia do que está acontecendo. Naoki já era amigo de Takumi, e decidiu seguir carreira na música únicamente para impressionar mulheres. Ele também é amigo de Yasu.

– Anime e Filmes

NANA 2 @ Mini Magazine - January 2007
Mika Nakashima como Nana e Yui Ichikawa como Hachi no 2o filme.

A série deu muito certo e logo ganhou um filme, o primeiro estreou dia 3 de setembro de 2005 (olha só, aniversário de quem vos escreve. Presentão!) e o segundo em 2009. Nana foi encarnada pela maravilhosa cantora Mika Nakashima, que fez justiça ao papel. Já Hachi teve duas atrizes, Aoi Miyazaki no primeiro filme e Yui Ichikawa na continuação. Apesar de mudanças aqui e ali para caberem dentro de um filme, a história segue bem próxima mas não tem bem um final, visto que o manga ainda estava longe de acabar.

Em 2006, o anime foi a vida e Nana ganhou a voz da poderosa Paku Romi, que dubla Edward Elric em Fullmetal Alchemist, nas cenas faladas e a voz de Anna Tsuchiya nas músicas. Vale a pena procurar a trilha sonora tanto do filme quanto do anime, pois elas criam exatamente a ambientação que o manga nos faz imaginar!

 

– Hiatus e Retorno

Em junho de 2009, a autora comunicou que Nana entraria em pausa, por causa de uma doença. Apesar da volta dos tratamentos no ano seguinte, Ai Yazawa disse que não continuaria a série ainda assim. O estardalhaço recente é que na semana passada, a própria autora disse em entrevista à uma revista japonesa que retomaria o trabalho do manga e que daria um final para ele, mesmo que sem data definida. Para quem está esperando por isso desde 2009, é como escutar que ganhou um prêmio no bingo.

– #Sofrência

Haja coração, minha gente, porque a história fica bem pesada conforme os volumes vão indo. Prepare sua sanidade, separe seus lencinhos, tire objetos pontudos de perto de você e pessoas próximas e já avise que seu humor irá disparar para lados diametralmente opostos em questão de páginas lidas. Nana fará com que você se arrependa de ter lido ao mesmo tempo que prende você a cada quadradinho lido por página. Eu sou do time #TôNaSofrência, e você?
E para fechar a matéria e o timing curioso, dias antes da notícia da Ai Yazawa sair, o pessoal do CAA Magazine liberou algumas fotos do meu cosplay de Nana em uma sessão fotográfica feita com eles! Então deixo aqui todo meu carinho pela série, com muito amor da Moon Valkyrie junto!

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Brincando de Nana 😀 Foto por Ronaldo Ichi / CAA Magazine

Os artigos aqui publicados são de total responsabilidade de suas autoras e editoras.

Rach Asakawa

Amazona em treinamento na ilha de Themyscira, publicadora de abobrinhas do RachAsakawa.com e co-host do podcast Cast 42. Sempre ansiosa pelos próximos capítulos de Akame ga Kill! e Tamen de Gushi.