Lovers in a Dangerous Spacetime – Salvando coelhinhos-espaciais

Um dos meus programas românticos favoritos é jogar video-game. Mas depois de certo tempo me aventurando por games multiplayer online eu queria poder dividir aquela sensação de sentar o sofá e jogar pertinho da outra pessoa. Nessa busca por um bom “couch co-op”, ou co-op de sofá, encontrei Lovers in a Dangerous Spacetime e foi amor à primeira vista neon e fofa.

Pew-pew-pew!

A tarefa primária é resgatar coelhinhos-espaciais e salvar a galáxia das forças Anti-Amor, o que pode ser mais maravilhoso? Lovers in a Dangerous Spacetime é um jogo de aventura espacial com tiros, muitos tiros, o que dá aquela sensação boa de ser um Space Invaders da nova geração sem parecer nem um pouco com Space Invaders. Lançado em 2015 para PC e Xbox One e em 2016 para Playstation 4 pelo pequeno estúdio Asteroid Base (Canadá), o jogo colou a mim e ao boy no sofá com suas cores e design fantásticos, música frenética, níveis divertidos e imprevisíveis.

Lovers in a Dangerous Spacetime - Ardor Reactor

O plot

Em um futuro muito distante cientistas super inteligentes criaram uma máquina capaz de usar a força mais incrível do universo:  O Amor. O poder do reator Ardor uniu a todos os povos da galáxia, mas um erro na matriz XOXO permitiu que a força negra do Anti-Amor entrasse naquela realidade. O jogo é dividido em quatro constelações: Ursa Maior, Cetus, Órion e Rei Cefeu, e cada uma com cinco fases. Seu objetivo é resgatar os coelhos, sapinhos, raposas espaciais pelas galáxias. Você pode jogar no modo single player com um pet IA como ajudante, você direciona o posto a ser assumido e o personagem comanda aquele posto, ou, com até quatro outro jogadores.

É só mandar que o Kepler vai
É só mandar que o Kepler vai

Venha cá, coelhinho

O design da nave inicialmente assusta, é uma média se seis postos por nave lembrando que umplayer precisa pilotar (no single player o pet IA não pilota a nave). O jogo começa com uma nave padrão, mas conformeo jogador for ganhando pontos de experiência pode liberar outros modelos e as diferenças vão desde o estilo da pilotagem até os upgrades que podem ser feitos. Em uma dessas naves, por exemplo, o motor pode girar em torno dela, mantendo o(s) jogador(es) sempre na vertical, em outra o motor pode ser fixo, fazendo assim com que toda a nave gire – o que pra mim adicionou mais dificuldade ao jogo. Além disso é possível pegar jóias de poder que melhoram seu posto,e armas a metralhadora pode se transformar num canhão laser, por exemplo.

lovers_cetus

Fofo-espacial

Os níveis variam entre paisagens estelares desérticas, geladas, e até sub-aquáticas. São poucas as interações com o ambiente, as mais frequentes serão com os inimigos que atacam a nave ou as caixas flutuantes que podem ser um mapa para a localização de uma criatura a ser resgatada, uma jóia de poder ou vida. Em um dos níveis sua nave entrará em órbita de supernovas gerando resultados interessantes para a equipe.

São notáveis o cuidado e capricho com que esse jogo foi criado. Uma das coisas que mais chama a atenção é sua arte. É impecável. As cores utilizadas, o layout das naves e dos inimigos que te atacam, até os planetas pelos quais passamos, tudo feio com cores vidas, traços simples. E harmonizando ainda mais toda essa arte, temos a trilha sonora que é excelente em todas as fases de todos os níveis. A música eletrônica-espacial acompanha a velocidade e frenesi das constelações e ainda sim consegue ser fofa.

 

Vencendo as forças Anti-Amor

Lovers DanceCheguei a Lovers in a Dangerous Spacetime pois procurava um bom jogo co-op offline e no fim, uma das coisas que me deixa #chatiada é que não tem opção online. O jogo é tão bom quando jogado com outra pessoa que acaba fazendo falta poder jogar mesmo quando estamos sozinhos no mesmo sofá. Não que o jogo no modo single player não seja legal. O pet IA é realmente inteligente, mas perde-se a parte da comunicação e interação, a sensação de equipe in loco. 

Combinar quem vai pegar que lado da nave, quem pilota e quem abre o mapa é uma das diversões do jogo. Tentamos mais de uma tática: dividir por lados, “você pega a direita e eu pego a esquerda”, discutimos para ver  quem ficaria no escudo e quem pilotaria e todos os upgrades, com as jóias de poder, eram debatidos com vigor. Não dá pra ser triste jogando Lovers in a Dangerous Spacetime. A força do Reator Ardor é muito grande e bate qualquer Anti-Amor por aí.


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Nath Vilya

Feminazgûl, 29 anos, satanáries, se recusa a ser invisível.