5 mulheres do indie pop que você PRECISA ouvir

Bandas. São milhares que surgem todos os dias. Eu mesma tenho uma. E outra garota em Mumbai tem outra. E uma outra em Minsk, também. E outra em Recife, Sidney, Kibuye, Kioto. E isso é sensacional. Mulheres, tomando a frente na história da música, seja em que estilo for: clássico, samba, rock, pop, hip hop, eletrônico, funk. Não importa. Escolha o seu preferido. Elas dominam todos eles. Compondo, subindo em palcos, encantando plateias e vociferando seus direitos, sonhos, angústias,certezas e dúvidas. Ganhando voz. Exercendo o direito de expressão, de manifestar-se artisticamente, de impactar vidas. Nossas vidas.

O pop adulto ou indie pop como é chamado, ou o alternative pop, que seja, é um terreno fértil e mutável e geralmente batiza bandas que tampouco possuem estilo definido, funcionando mais como termo de categorização.

Banda HAIM
Banda HAIM

É um pop um pouco mais maduro musical e liricamente do que o feito por artistas como Taylor Swift, Demi Lovato, etc, que tem um foco mais adolescente.  Dialogam com uma mulher em torno dos 30+, suas letras são um pouco mais filosóficas aka viajandonas do que as do young pop comercial.

Pode ter toques de eletrônico na finalização e produção, R&B, funk, ou até mesmo guitarras carregadas de overdrive lembrando um pouco de grunge, os clipes são geralmente bem artísticos e conceituais com fotografia primorosa e movimentações de câmera interessantes.

Banks
Banks

A postura da maioria das artistas também é notável. Nada apelativo ou sexualizado,mesmo quando a proposta é ser sexy.  Têm um estilo próprio, com aquela aura de “não quero nem saber se estou feia ou bonita ou se está na moda, gosto assim”

Todas elas têm um som gostoso, pra ouvir de boas em casa, relaxando com amigos, com o crush, viajando no carro, dançando de calcinha na sala…ou simplesmente celebrando o fato das mulheres estarem fazendo música boa 🙂

Aqui, 5 bandas de garotas do pop que você PRECISA ouvir.

HAIM

Banda formada por três irmãs de San Fernando Valley (Califórnia) que cresceram ouvindo clássicos do rock dos anos 70. Este, Alana e Danielle Haim sempre fizeram parte de bandas, desde pequenas, inclusive tendo o pai e a mãe como integrantes (o pai tocava bateria e a mãe, guitarra) costumavam tocar covers de hard rock em bares das redondezas. Danielle, a vocalista (todas tocam mais de um instrumento, então, revezam, ) já tocou inclusive em uma turnê solo de Julian Casablancas, do Strokes, que a chamou pessoalmente por adorar seu estilo.

O som é gostosinho, mistura rock levinho, elementos de R&B, folk, e a letras são beeem despreocupadas…

Grimes

Claire Elise Boucher, a Grimes,  é genial. A primeira vez que ouvi seu timbre infantil me lembrei na hora de Cranes, uma banda que gostava muito nos anos 80, cuja vocalista também tinha essa baby voice.

Clare começou fazendo/dirigindo videoclipes em Vancouver, sua cidade natal e logo começou a gravar música experimental enquanto estudava na Universidade McGill, em Montreal, onde acabou se envolvendo com a cena musical eletrônica e  underground local.

Seu terceiro álbum “Visions” de 2012 (ela tem 4) foi aclamado pela da crítica especializada e  classificado pelo The New York Times como “um dos álbuns mais impressionantes daquele ano”.

A música é uma mistureba deliciosa com pitadas de  industrial e eletrônico hip hop, R&B, noise rock e até mesmo música medieval. Os clipes são uma maluquice sensacional, com várias referências à cultura pop, inclusive japonesa.

Zola Jesus

Zola Jesus é o nome artístico de Nika Rosa Danilova,cantora e compositora americana de ascendência russa que faz uma música intimista, climática, combinando industrial, gótico, música clássica, rock experimental e eletrônica.

Zola Jesus fez um único show no Brasil em janeiro de 2012 e entrevista comentou que era muito tímida, sofria de ansiedade e não gostava de tocar ao vivo fazia isso apenas por amor aos fãs.

Suas letras são bem poéticas e angustiantes, quase um neo-gótico. Sua voz é poderosa e dramática, preenche todos os espaços da alma. Para momentos específicos de sofrência.

Chvrches

Ok, aqui eu roubei porque não se trata de um grupo só de mulheres, mas tem uma mulher vocalista que justifica a menção da banda. Chvrches (isso, com v mesmo, mas se pronuncia “churches”, normal mesmo, de “igrejas”) é um trio de eletrônico escocês formado por Lauren Mayberry (vocais, sintetizadores adicionais e samplers), Iain Cook (sintetizadores, guitarra, baixo e vocais) e Martin Doherty (sintetizadores, samplers e vocal), Já integrou a lista dos novos talentos da música mais promissores da BBC e é a banda responsável pelas trilhas sonoras dos jogos Mirror’s Edge Catalyst e Forza Horizon 2 e 3.

Nesta música, Lauren divide os vocais com ninguém menos que Hayley Williams, do Paramore

Mas a música MAIS LEGAL deles é essa aqui:

Banks

E lá vamos nós nos sons meios sombrios. Gótica é isso aí.  Banks é uma californiana que renega o sol de sua terra e faz músicas sexys, lounge, com uma vibe misteriosa, melancólica e… já falei sexy, né? Menine, é sexy! Caiu nas graças dos britânicos e é adorada lá pelo Reino Unido. Mistura muito pop à R&B e eletrônico, e geralmente é comparada à Ellie Goulding. De fato ambas tem um timbre bem parecido, mas Ellie é mais high energy, enquanto Banks é bem mais calma. Para “aqueles” momentos. Isso, aqueles.


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Gabriela Franco

Jornalista especializada em cultura pop, produtora, cineasta e mãe da Sophia e da Valentina Criadora do MinasNerds.