Minas nos games: 12 protagonistas femininas mais marcantes nos jogos

O uso da imagem feminina nos jogos ainda é, muitas vezes, feito de forma problemática, estigmatizada e superficial – em maior ou menor grau. Além do reforço de estereótipos e comportamentos nocivos, essa representação ainda distancia e desconecta jogadoras – e essa é uma discussão que precisamos ter. Mas nem tudo são trevas: algumas personagens ressignificam o papel feminino nos games e resgatam a construção inteligente e tridimensional – que tornam qualquer jogo melhor. Listamos 13 protagonistas marcantes do videogame que você precisa conhecer.

1

Amaterasu (Okami)

Impossível não respeitar e se impressionar com uma loba-deusa do Sol-que dá vida ao universo usando um pincel e nanquim. A divindade xintoísta Amaterasu é a protagonista de “Okami”, consagrado pela beleza marcante e pela mescla certeira entre arte e jogabilidade. Amaterasu significa “aquela que ilumina o céu” e, como tal, é a entidade que faz o mundo brilhar. Respect.

2

Commander Shepard (Mass Effect)

Um dos pontos mais interessantes sobre a personagem aparece logo em sua construção: é o jogador quem a monta. Além de não sofrer nenhuma defasagem em relação à opção masculina, não há limitações e definições por gênero na hora de escolher as características. Isto posto, a comandante é uma grande heroína no universo da ficção científica e trava batalhas épicas.

3

 

Ellie (The Last of Us)

O elemento “realidade” na construção é o que torna Ellie uma personagem interessante. É claro que o arquétipo infantil está lá e tudo bem, porque ela é uma criança que precisa ser protegida. Ainda assim, é tratada como um indivíduo que tem vontades, impulsos, reflexões e atitudes condizentes (é fácil acreditar que, fosse real, a situação provocaria esse tipo de reação). Ainda além disso, ela é construída de forma tridimensional: tem momentos de terror, de coragem, de sangue-frio e de alívio cômico.

4

Jill Valentine (Resident Evil)

Protagonista mais marcante da franquia, Jill serviu como guarda-chuva (perdão pelo trocadilho) para a construção de personagens femininas que vieram depois. Sobrevivente de uma lavagem cerebral, a inteligência emocional de Jill é uma das grandes armas para a evolução da história e experiência do jogador.

5

Lara Croft (Tomb Raider)

Antes da arqueóloga, poucas mulheres haviam marcado as histórias dos videogames. A questão da hiperssexualização é evidente e problemática, no entanto, a franquia evoluiu e trouxe, em “Rise of the Tomb Raider”, uma aventureira infinitamente mais complexa – e um pouco mais real.

6

Boss (Metal Gear Solid)

Ela liderou uma tropa em batalha grávida! Não fosse razão o suficiente para inclui-la no hall de mulheres poderosas dos games, “The Boss” ainda carrega uma dualidade e uma flutuação “bem x mal” que torna o jogo muito mais interessante.

7

Terra (Final Fantasy VI)

Admita: você terminou o jogo sem conseguir compreendê-la totalmente. Tudo bem, é justamente a complexidade da personagem que a torna marcante. A jornada “espiritual” dela é inspiradora e cheia de nuances.

8

Zelda (The Legend of Zelda)

Nem sempre a princesa está em perigo. Em “Ocarina of Time”, Zelda ganha protagonismo, força e inteligência na pele de Sheik.

9

Max Caulfield (Life is Strange)

Ao se ver com um superpoder, sem nenhuma explicação para tal, a jornada de Max passa por uma série de autodescobertas e provações. Tudo se torna ainda mais inspirador quando surge Chloe, sua melhor amiga de infância, com quem a reaproximação depois de muitos anos carrega marcas de um relacionamento profundo.

10

Alyx Vance (Half-Life)

A influência e impacto da personagem na história une dois fatores importantes para o sucesso do jogo: além de ter suas próprias marcas e peculiaridades, ela ainda tem uma conexão profunda com o protagonista, Gordon, e é quem dá voz a ele.

11

Amanda Ripley (Alien: Isolation)

Sucessora da icônica Ellen Ripley, Amanda precisa utilizar raciocínio lógico para sobreviver ao ataque alienígena: ela é engenheira (!!!) e utiliza seus conhecimentos para escapar. Apesar de ter vindo à sombra da mãe, a inteligência de Amy é fundamental para o desenvolvimento do jogo.

12

Samus Aran (Metroid)

Descobrir que Samus era uma mulher apenas no fim de “Metroid” pegou muita gente de surpresa – e provou que caçar recompensas não é só “coisa de homem”. Treinada desde a adolescência para se tornar uma guerreira, ela usa como armadura uma carcaça alienígena e a descoberta de sua aparência é uma recompensa para quem executar o jogo com boa performance.


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Aline Pereira

Mestre Pokémon e jornalista. Amante do cinema (e da pipoca com manteiga), compro camiseta de super-herói na seção infantil e nas horas de tédio tento mover objetos com o poder da mente. (Tô no Twitter @alineperr)