Gail Simone dá aula de representatividade no Twitter

Quem acompanha o Twitter da Gail Simone, sabe o quanto ela é engajada em causas relacionadas à representação das mulheres e de grupos minorizados nas HQ.

“Depois de apresentar a Alysia, Gail disse à Wired: “Olhei para a audiência, vi dezenas de rostos que conheci bem – pessoas da LGBTQ, principalmente – todos os leitores de quadrinhos ávidos e fãs de super-heróis e seguidores da DC. E acabei de pensar: por que isso era tão impossível? Por que no mundo não podemos fazer um melhor trabalho de representação não apenas da humanidade, mas também da nossa própria audiência leal? ” Essa questão ainda está em sua mente hoje, o que levou a uma maravilhosa discussão sobre a representação no Twitter, começando com a própria Gail – que compartilhou que ela se sentiu mais confortável com seus próprios cabelos vermelhos graças a Batgirl, também conhecido como Barbara Gordon.” (SYFYWIRE)

Então, seus seguidores começaram a compartilhar suas p´roprias histórias sobre como se sentiram representados por personagens de quadrinhos:

” Ter sido diagnosticada com diversas doenças crônicas foi um doloroso porque eu era muito ativa. No entanto, ver a Babs Gordon se especializar em prender mais gênios do crime com um teclado e uma cadeira de rodas do que ela fazia como Batgirl, mudou todo o mundo pra mim!”

“Meu filho nasceu com um problema cardíaco congênito. Quando ele tinha 3 anos, ele teve que colocar um dispositivo para cobrir os buracos em seu coração. ELe não entendeu isso até quando completou 6 anos e viu o Homem de Ferro. “ Tony Stark é como eu!” ele disse. Ele teve que usar um monitor uma vez e disse que era seu reator arc.”

 

 

 

“Eu sou muçulmana, então você pode imaginar minha animação ao saber do Simon BAz!”

 

 


“Ciclope, Clark Kent e Peter Parker por usarem óculos. Bishop e Luke Cage por serem negros. X-men e Doom Patrol no geral por serem meio esquisitos. Eu nem posso descrever o quanto estes personagens significaram para mim quando criança. Saber onde você está, graças à Gail.”

“Eu tinha escoliose e tive que usar aparelhos nos dentes, então o meu grande momento “Oh, meu Deus! Existem pessoas como eu”foi com a história de Lois McMaster sobre Miles Vorkosigan.”

Na matéria publicada originalmente aqui, você pode conferir mais reações dos fãs ou acompanhar o thread diretamente no perfil da Gail no Twitter.

 

Para saber mais sobre representatividade:

Batwoman e a representatividade lésbica

Por que a representatividade diversa incomoda tanto?

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Dani Marino

Dani Marino é pesquisadora de Quadrinhos, integrante do Observatório de Quadrinhos da ECA/USP e da Associação de Pesquisadores em Arte Sequencial - ASPAS. Formada em Letras, com habilitação Português/Inglês, atualmente cursa o Mestrado em Comunicação na Escola de Artes e Comunicação da USP. Também colabora com outros sites de cultura pop e quadrinhos como o Iluminerds, Quadro-a-Quadro, entre outros.