CryptoCars; Da ascensão a queda do game de criptomoedas

Uma das maiores febres envolvendo jogos play-to-earn que já passaram pelo Brasil, o CryptoCars foi de uma ascensão meteórica até um buraco cheio de polêmicas e prejuízo envolvendo NFTs e criptomoedas.

Lançado em setembro de 2021, demorou pouco para o jogo de alavancar diante de um cenário de ‘hype’ em cima de games do gênero.

A mecânica simples até demais e a ‘facilidade’ de investimento foram alguns dos atrativos que fizeram com que a comunidade brasileira se tornasse uma das maiores do CCARS. Tanto, que o grupo oficial brasileiro no Telegram, contém mais de 30 mil pessoas.

Mas o que fez um jogo com uma ‘fanbase’ tão grande e com ideias tão promissoras de mercado, ‘derreter’ tão rapidamente e de forma explosiva.

A ascensão do CryptoCars

Com a marca da proximidade com os players/investidores registrada pela equipe de desenvolvedores, foi rápido o convencimento da veracidade do projeto.

A promessa de fácil saque do dinheiro e das criptos que rendiam no jogo, também atraíram milhares de contas que entraram de cabeça no projeto.

Streamers e influenciadores pagos para falar bem do jogo e o apresentar a seus telespectadores também contribuíram para a popularização do game, principalmente no Brasil.

A comunidade muito ativa no jogo inclusive ganhou uma homenagem ao ser colocado um Car/NFT de um Uno com escada em cima, tradicional automóvel que circula nas ruas brasileiras.

Porém, tudo veio abaixo com promessas quebradas pelos desenvolvedores e CEOs e também atitudes um tanto quanto suspeitas .

A queda do CryptoCars

Tudo começa com o adiamento de saques por parte dos desenvolvedores, coisa que era prometida que não aconteceria. Fazendo assim que os jogadores tivessem que esperar mais de um ano para obter lucros.

Após isso, uma movimentação no dinheiro acumulado no game pelos jogadores começou a preocupar os investidores que procuraram os cartolas do CCARS. Porém, para a surpresa dos ‘ADMs’ das grandes comunidades do jogo, incluído o do Brasil, a proximidade antes tida entre desenvolvedor e jogador, desapareceu.

Os CEOs literalmente sumiram, deixando de responder em seus telegrams pessoais e retirando suas fotos das redes.

O movimento suspeito foi o estopim para uma desvalorização enorme e uma bomba relógio que se criou sobre o CCARS.

A empresa que comandava o game, também tinha em seu catálogo outros jogos semelhantes, e todos foram se aproximando da falência.

Nos últimos dois meses, a moeda do jogo foi quase extinta, chegando a desvalorizar 99%.

Existe a informação de que existam 136 mil carteiras cadastradas ao game, onde todas sofreram com um prejuízo enorme, em que pessoas chegaram a investir milhares de reais.

A CCAR, criptomoeda do jogo que chegou a valer 9 reais, bateu cerca de 10 centavos nas últimas 24h.

O servidor do CryptoCars ainda está ativo, porém com uma quantidade brutalmente menor do que era em meados de dezembro de 2021 e janeiro de 2022.

Assim como o sucesso meteórico a queda se mostrou da mesma forma, servindo de lição também por muitos jogadores, que iniciantes, saíram experientes desse mundo de rentabilidade que apesar de promissora gera risco.

 

CONTINUE LENDO

COMPARTILHE

MAIS LIDOS