NFT.Rio debate inclusão de NFTs nos jogos

O Rio de Janeiro recebeu seu primeiro evento brasileiro dedicado exclusivamente a expor NFTs do dia 30 de junho até domingo, dia 03 de julho. Neste último dia, o NFT.Rio debateu a inclusão de NFTs nos jogos. Os especialistas Carlos Estigarribia, Ivan Duffles, Heloísa Passos e Danilo Matos se reuniram no painel que realizou o debate. 

O retorno financeiro de jogos com NFTs

Heloísa Passos, criadora da Sp4ce, empresa de games especializada em blockchain, comentou como esses jogos se tornaram uma fonte de renda. Além de serem uma forma de entretenimento, jogos do estilo “Play to Earn” (jogue para ganhar), recompensam seus jogadores com criptomoedas. Dessa forma, muitos usuários utilizaram os NFTs como forma de gerar renda, principalmente nos últimos anos, com a crise causada pela pandemia de Covid-19. 

Ainda no quesito financeiro, o desenvolvedor de games da Wappier, Carlos Estigarribia, explicou que a tendência é menos jogos com tokens “imediatistas”. Ao invés de apostar em NFTs que valorizem muito e rapidamente, o mercado começou a prestar atenção em jogos que crescem e se valorizam a longo prazo. 

Para Estigarribia, a inclusão de tokens não fungíveis e criptomoedas nos games transformou a relação dos usuários com os jogos. “Blockchain games significa realmente ser dono do que você joga. Isso muda completamente a forma que você pensa jogo e gera novas oportunidades para o jogador”, ressaltou o desenvolvedor. 

Já Danilo Matos da BAYZ fez uma observação interessante. A comercialização de itens entre usuários do mundo dos games não é nenhuma novidade. ”Na época do Ragnarok, as pessoas vendiam contas no Mercado Livre, mas antes os jogadores eram punidos por fazer negócios. Hoje, com blockchain, são incentivados”. 

Jogos brasileiros com NFTs

Ivan Duffles, um dos desenvolvedores do Fuster, também estava no painel. O jogo sai no segundo semestre deste ano e envolve cards colecionáveis de jogadores. O usuário precisa montar uma equipe com os cards de forma estratégica. Vencendo partidas e ganhando posições nos rankings, ele pode ganhar mais NFTs e outras recompensas. A lógica do Futster é inspirada nas figurinhas colecionáveis da Copa do Mundo. 

Duffles comentou que ainda há muita resistência a jogos com tecnologia em blockchain. “Quando oferece negociação, você passa a ser tratado como banco por lidar com dinheiro, e a maioria das empresas não tem capacidade disso”, comentou o desenvolvedor. 

Porém, mesmo com esta resistência, os projetos continuam chegando ao mercado. Um exemplo é o Strike Crypto Metaverse, criado por cinco brasileiros. O jogo de boliche também é baseado em NFTs, além de criar uma comunidade de jogadores em um metaverso. 

Saiba mais sobre o NFT.Rio

O NFT.Rio foi o primeiro evento brasileiro dedicado exclusivamente a expor NFTs. A curadoria reuniu 600 obras digitais de cem artistas ao redor do mundo. Além disso, artistas, especialistas na área, desenvolvedores, entre outras pessoas da área se reuniram por cinco dias, no Parque Lage, no Rio de Janeiro, para debater o tema.

O evento também foi palco de lançamentos e anúncios. Gilberto Gil lançou seu primeiro NFT durante o NFT.Rio. O item faz parte da coleção “Gil Futurível”, baseada no blockchain da Kusama (KSM), comemorando os 80 anos de idade do cantor baiano.  

Gil no NFT.Rio

Gil lançou seu primeiro NFT no NFT.Rio. Foto: reprodução/Twitter @nft.rio.

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